Segunda, 17 Abril 2017 09:40

Facebook inicia combate à "pós-verdade" nas redes sociais

Escrito por  Thiago Teixeira

Você já ouviu falar em pós-verdade? Eleita a palavra do ano pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, o adjetivo se refere a circunstâncias onde os fatos objetivos têm menos importância do que as crenças pessoais. E por que este conceito chegou ao Oxford Dictionaries? Simples, pela ascensão política que ganhou popularidade nas redes sociais: o "post-truth” representa aquele compartilhamento sobre um boato não apurado de forma jornalística como, por exemplo, quando um fake news divulgou o apoio do Papa Francisco à candidatura do agora presidente estadunidense Donald Trump. Embora não fosse verdade em si, por conceito, a pós- verdade tem, nas redes sociais, o mesmo peso de uma matéria, com fontes confiáveis, a garantir que o religioso não tenha apoiado o polêmico político. 

É aí que mora o perigo, pois uma simples busca no Google por "após boato nas redes sociais" podemos encontrar uma série de crimes cometidos por mentiras espalhadas. Pensando isto, o Facebook divulgou um pronunciamento oficial, em forma de repúdio, ao compartilhamento de notícias falsas. Em forma de lista, o objetivo da rede social é ensinar aos usuários como identificar uma fake News e evitar a sua disseminação na plataforma. O primeiro ponto do texto alerta para ser "cético com as manchetes". O Facebook se refere, neste caso, a títulos apelativos, descritos em letras maiúsculas e com pontos de exclamação. A segunda dica é se atentar à URL, principalmente se ela for semelhante a de um site popular (por exemplo, www.oglobo1.com.br, em vez do real www.oglobo.com.br). Vale também analisar o layout e os anunciantes do portal.

Em seguida, o comunicado insiste para o usuário investigar a fonte da notícia. Para isso, em caso de desconfiança, indica a leitura da sessão "Sobre" do site para saber mais sobre ele. Erros de ortografia e fotos com traços de montagem também podem indicar a falta de veracidade, bem como a falta de datas no texto. No texto, atente-se para as fontes citadas pelo autor e pesquise o conteúdo e as falas em outro site de confiança (basta copiar e buscar no Google, por exemplo: economista indica que não existe crise nos Estados Unidos). Pior que isto, a falta de referências do autor do texto, bem como menção a especialistas desconhecidos, podem indicar uma "pós-verdade". Por último, a nota divulgada pelo Facebook, alerta para sites de paródia, como por exemplo o Sensacionalista, que publica comentários falsos sobre notícias reais, como forma de humor.


Para ler o artigo completo, acesse: http://bit.ly/2ovYxFa
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Última modificação em Segunda, 17 Abril 2017 09:45

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